Andre Dusek/AE
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Brasil e Índia não disputam a mesma vaga, diz Amorim

Repetindo o discurso conciliador adotado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o apoio dos EUA à uma vaga permanente para a Índia no Conselho de Segurança da ONU, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse que a afirmação de Barack Obama demonstra a abertura de um canal para a discussão de ampliação do organismo internacional. Para Amorim, "Brasil e Índia não disputam a mesma vaga" e "não passa pela cabeça de ninguém que entrem dois países asiáticos e nenhum da África ou da América Latina" no Conselho.

Tânia Monteiro ENVIADA ESPECIAL/ MAPUTO, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2010 | 00h00

Segundo Amorim, as declarações de Obama " afetam positivamente o Brasil, porque mostram que o presidente americano está com a cabeça aberta para uma reforma da ONU, que inclua os países em desenvolvimento e, falando em reforma, obviamente, não se pode desconhecer o Brasil e os países africanos", afirmou. "O nome do Brasil fatalmente aparecerá", acrescentou o ministro, que acompanha Lula na viagem a Moçambique.  

 

 

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Amorim lembrou que o Brasil tem o apoio da França, da Grã-Bretanha e da Rússia pela vaga permanente. O chanceler admite o peso dos EUA no processo, pela importância do país e considera que a mudança não "será difícil". "Vamos ter de continuar a batalhar e convencer os outros a votar no Brasil", comentou, insistindo que o importante, neste momento, é o aceno americano. "Nunca um presidente americano aceitou um país em desenvolvimento no Conselho. É uma boa abertura."

Amorim negou que os laços entre Brasil e EUA tenham "esfriado" e disse que a visita de Obama ao Brasil "vai acontecer em breve" e "em algum momento, lembrando que ele não esteve em nenhum país da América do Sul.

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