Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Brasil e Irã compartilham visão nuclear, diz chanceler iraniano

Ministro deu sinais de que país pode aceitar proposta da ONU para seu urânio.

BBC Brasil, BBC

26 de outubro de 2009 | 16h57

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, disse nesta segunda-feira que o Brasil e o Irã compartilham da mesma visão sobre o uso da energia nuclear.  

 

Veja também:

link Irã pode entregar parte de seu urânio em caso de acordo

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

"Os dois países têm uma postura comum a respeito das atividades nucleares pacíficas e insistem em seus direitos", disse Mottaki em Teerã.

O chanceler fez as declarações a menos de um mês da visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

De acordo com Mottaki, a visita, prevista para 23 de novembro, vai marcar uma virada positiva nas relações entre os dois países.

"As relações entre Irã e Brasil terão um salto qualitativo no futuro (...) Durante a visita do presidente, serão abordadas questões importantes para ambas as regiões e o mundo."

Novos sinais

Também nesta segunda-feira, por meio de outra declaração de Mottaki, o Irã deu as primeiras indicações oficiais de que pode enviar urânio para ser enriquecido no exterior, aceitando assim parte da proposta da ONU para resolver sua questão nuclear.

Segundo a proposta da ONU, o urânio do Irã seria enviado à Rússia e à França para enriquecimento e depois voltaria ao país de origem.

Mottaki admitiu que o Irã poderia concordar com o envio de parte de seu urânio para ser enriquecido no exterior.

Por outro lado, ele disse que o país também pensa em comprar o urânio já enriquecido e sugeriu que a China poderia fornecer o combustível, dizendo que "o Irã é favorável à participação chinesa".

Usina secreta

O governo iraniano disse que dará uma resposta sobre o acordo nesta semana, mas parlamentares do país já expressaram insatisfação com a ideia de permitir que o urânio deixe o Irã.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne disse que cresce no país a oposição ao acordo proposto pela ONU.

Teerã diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas a descoberta da existência de uma nova instalação nuclear perto de Qom aumentou os temores ocidentais sobre as verdadeiras intenções do governo iraniano.

Embora o Irã insista que desenvolve um programa nuclear apenas para a produção de energia, vários países, entre eles os Estados Unidos, manifestaram publicamente o temor de que Teerã tenha como objetivo produzir armas nucleares.

No domingo, uma equipe de inspetores das Nações Unidas visitou a instalação que era secreta até o mês passado.

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), devem voltar a inspecionar o local pelos próximos dois dias. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.