Brasil e Japão conquistam apoio para reforma da ONU

Brasil e Japão obtiveram o apoio de mais de cem países para uma iniciativa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) que abrange a ampliação do Conselho de Segurança (CS) da entidade, revelaram hoje os chanceleres dos dois países, depois de uma reunião em Brasília.

AE, Agência Estado

30 de junho de 2011 | 19h55

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, recebeu hoje a visita do chanceler japonês, Takeaki Matsumoto, para uma reunião preparatória para a Assembleia-Geral da ONU, marcada para setembro em Nova York. "Desenvolvemos uma iniciativa para consultar os membros da ONU sobre uma proposta que poderá ser transformada em proposta de resolução para ampliar as duas categorias de membros (do Conselho de Segurança), permanentes e não permanentes", declarou Patriota, durante entrevista à imprensa conjunta, concedida em Brasília.

De acordo com o chanceler brasileiro, a iniciativa conta com o apoio de aproximadamente cem países, entre adesões formais e informais. O número representa mais da metade dos 192 países que integram a ONU. "Muitos países já falam em reforma há tempos, mas isso nunca caminhou de verdade, ficando apenas na intenção", comentou Matsumoto. "No entanto, com o esforço do G-4, concluiu-se sobre a necessidade da reforma e há uma mobilização mais patente na ONU."

Ao lado de Alemanha e Índia, o Brasil e o Japão integram o chamado Grupo dos Quatro (G-4), que pressiona pela reforma do principal órgão decisório no sistema da ONU para que este passe a ter mais membros permanentes e seja mais fiel à atual realidade geopolítica do mundo.

O CS da ONU possui atualmente cinco cadeiras permanentes e dez rotativas e sua composição espelha o equilíbrio de poder no mundo logo depois do término da Segunda Guerra Mundial. Os membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) têm direito a veto. As informações são da Associated Press.

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