Brasil e Japão querem 'janela de diálogo' aberta com o Irã

Em reunião, ministro dos dois países falaram sobre o conflito nuclear com o Irã e sobre o regime de sanção contra o Teerã por sua recusa em parar seu programa nuclear

Efe,

16 de julho de 2010 | 05h52

TÓQUIO - O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim e seu colega japonês, Katsuya Okada, conversaram nesta sexta-feira, 16, sobre a possibilidade de manter aberta "uma janela de diálogo" com o Irã, informaram fontes oficiais japonesas.

Amorim e Okada conversaram durante meia hora por telefone, e, segundo o governo japonês, abordaram a necessidade de que os países aumentem o diálogo em diversos temas.

Os ministros falaram sobre o conflito nuclear com o Irã e a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada mês passado, que estabelece um regime de sanções mais duro contra Teerã por sua recusa a deter seu programa nuclear.

A resolução, proposta pelos Estados Unidos e que contou com o voto contrário do Brasil, estabelece novas restrições às operações dos bancos iranianos e endurece o embargo de armas ao Irã, entre outras medidas.

Okada comentou a necessidade de manter uma janela aberta ao diálogo com o Irã, enquanto Amorim disse que o Brasil tentará fazer com que o governo de Mahmoud Ahmadinejad adote uma "postura flexível".

Brasil e Turquia fizeram, em 17 de maio, um acordo com o Irã para a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear, na busca um terreno propício para retomar o diálogo, que foi amparado com ceticismo pelos EUA e outros países.

Tudo o que sabemos sobre:
Brasil, Japão, Irã, diálogo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.