Maxim Guchek/BelTA/Handout via REUTERS
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Brasil e mais 19 países terão embaixadas da oposição bielo-russa

Líder opositora, Svetlana Tsikhanouskaya, divulgou a informação em seu canal no Telegram, afirmando que as unidades serão inauguradas a partir desta sexta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2020 | 17h13

A oposição ao governo da Bielo-Rússia anunciou nesta sexta-feira, 11, a abertura de "embaixadas do povo" em 20 países, incluindo no Brasil, com o objetivo de proteger os direitos dos cidadãos que estão no exterior e de servir como plataforma pela "luta democrática" do conselho de transição de poder.

A líder opositora, Svetlana Tsikhanouskaya, divulgou a informação em seu canal no Telegram, afirmando que as unidades serão inauguradas já a partir desta sexta-feira.

Pavel Latushko, que é membro do Conselho de Coordenação da oposição para a passagem de poder, indicou à agência de notícias russa Interfax que as "Embaixadas do Povo" serão abertas em 20 países, entre eles Brasil, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Suécia, Lituânia, entre outros.

"Não tenho dúvidas de que a abertura das embaixadas populares serão apenas o primeiro passo para o estabelecimento de novas relações entre uma Bielo-Rússia democrática, seus vizinhos e outros parceiros estrangeiros", disse o oposicionista.

De acordo com Latushko, as unidades servirão como centro logístico de comunicação, organização de reuniões com diferentes corpos diplomáticos, interação com outras organizações da comunidade bielo-russa e realização de eventos econômicos, culturais e informativos.

No Brasil, a embaixada terá funcionamento online na capital, Brasília, com representações nos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Amazonas. "Somos mais de duzentas pessoas neste país, mas só agora, neste momento histórico, conseguimos criar uma comunidade que une a população bielo-russa de todo o Brasil", diz Volha Franco, representante da Embaixada Popular da Bielo-Rússia no Brasil.

Opositores do presidente bielo-russo, Alexander Lukashenko, que se elegeu em agosto para um sexto mandato consecutivo, o acusam de fraude nas eleições em que teve como concorrente Svetlana Tsikhanouskaya, que disputou no lugar do marido, preso pelo governo. Ela se exilou após ameaças feitas por agentes do Comitê de Segurança do Estado, a polícia secreta da Bielo-Rússia. /EFE

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