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Brasil eleva o tom contra Assad e condena massacre em Tremseh

Itamaraty cobrou que a Síria interrompa 'imediatamente' os ataques contra civis desarmados

estadão.com.br,

13 de julho de 2012 | 17h52

Texto atualizado às 18h14

 

BRASÍLIA - O Brasil condenou nesta sexta-feira, 13, de forma veemente, o massacre ocorrido no vilarejo de Tremseh por forças sírias, na última quinta. De acordo com opositores do presidente Bashar Assad, 220 pessoas foram mortas durante o bombardeio por helicópteros e tanques de forças aliadas ao regime.

 

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O governo brasileiro, por meio de nota divulgada à imprensa, afirmou estar "preocupado" com o uso de armamento pesado contra civis e pediu que o governo sírio interrompa "imediatamente quaisquer ações militares contra civis desarmados". Além disso, o Itamaraty reiterou seu apoio às decisões da Conferência de Grupo de Ação sobre a Síria, realizada em Genebra.

 

"O Brasil condena veementemente a repressão violenta contra civis desarmados e recorda os compromissos do governo sírio, contidos no Plano de Paz de seis pontos do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, de cessar imediatamente toda movimentação de tropas e o uso de armamento pesado em áreas urbanas", diz a nota.

 

 

A condenação representa uma mudança importante no tom de crítica de Brasília com relação ao regime de Assad, que reprime de forma violenta a revolta popular desde março do ano passado.

 

Em Genebra, as potências que participaram da reunião chegaram a um acordo para tentar impor a formação de um governo de transição na Síria como forma de acabar com a violência. Mas, diante da inflexibilidade da Rússia e China, não definiram o destino do presidente Bashar Assad. 

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