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Brasil, estrela das redes sociais

Estudo recente do Instituto Reuters, da Universidade Oxford, aponta o alto índice de brasileiros que se informam pelas redes sociais; entre os 26 países pesquisados, Brasil apresenta maior grau de engajamento: 90% interagem de alguma forma

Helio Gurovitz, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2016 | 05h00

Ao lado de Grécia e Turquia, o Brasil é uma das estrelas do relatório do Instituto Reuters, da Universidade Oxford, que avaliou o jornalismo no meio digital em 26 países. Cerca de 72% dos brasileiros dizem usar redes sociais para ler notícias, uma proporção maior que em Portugal (66%), Espanha (60%) e Estados Unidos (46%). O Brasil também é o país onde o acesso a conteúdo jornalístico pelas redes mais cresceu (18%). As mais usadas são Facebook (por 69%) e WhatsApp (39%). 

Apesar da propaganda contra a imprensa profissional, 58% dos brasileiros confiam nas notícias, 56% nas empresas jornalísticas, e 54% nos jornalistas - o terceiro maior patamar de confiança entre os países estudados. Enquanto 69% acessam conteúdos de jornais e revistas, apenas 45% consumem o produzido por empresas exclusivas da internet. Entre os 26 países, somos o que apresenta maior grau de engajamento: 90% interagem de alguma forma; 60% fazem comentários ou reproduzem textos e vídeos em seus perfis. Também somos o terceiro país na proporção de internautas que pagam por notícias na rede - 22%, com um tíquete médio anual de R$ 46. O relatório só não responde como transformar esses indicadores positivos em solução para a crise financeira que acomete as empresas jornalísticas, com a migração de anúncios para Google e Facebook.

Putin invadirá os bálticos em 2017?

O general britânico Richard Shirreff, ex-número dois da Otan, lançou um livro em que traça um cenário de guerra com a Rússia já em 2017, com a complacência do governo americano. Tanto os países bálticos quanto a Ucrânia são considerados território russo por nacionalistas radicais. Depois de anexar metade da Ucrânia, as tropas de Vladimir Putin levariam 60 horas para chegar às capitais de Letônia e Estônia. A posse de Donald Trump facilitaria o plano.

‘How I learned to stop worrying and love the Donald’

A imprevisibilidade aparentemente irracional de Trump é explicada pelas ideias do economista Thomas Schelling, Prêmio Nobel em 2005 e morto na semana passada. Especialista em Teoria dos Jogos e dissuasão nuclear, consultor de Henry Kissinger e do filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, Schelling mostrou que, quando alguém convence o interlocutor da própria loucura, aumenta seu poder de barganha. A ideia é meter medo.

Uma Previdência Social para francês

O brasileiro é um dos povos que se aposentam mais cedo e mais pagam para sustentar seu sistema de Previdência Social. Numa amostra de dez países com os últimos dados disponíveis, só gastamos menos que França e Portugal - e ainda paramos de trabalhar antes dos franceses.

A confissão fácil como um Uber

O Confessor Go, um novo aplicativo espanhol, permite que fiéis católicos possam chamar um confessor na hora, como um Uber, informa a Foreign Policy. Criado pelo padre Ricardo Latorre, ele usa o GPS para avisar o sacerdote mais próximo. Brasil e América Latina estão nos planos.

A falta que Hitchens faz

Cinco anos depois da morte do jornalista, escritor e polemista Christopher Hitchens, um de seus amigos, o filósofo e neurocientista Sam Harris, disse tudo: “Síria. Espaços seguros (safe spaces). Presidente Trump. O que você não teria feito desses horrores?”

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