Brasil fez por Zelaya o que é praxe, diz porta-voz

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, reafirmou hoje que o governo brasileiro não sabia do plano do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de retornar ao seu país e pedir abrigo na Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa. "Eu reitero o que já foi dito pelo presidente Lula e por ministros: o Brasil foi tomado de surpresa pela chegada do presidente Zelaya à Embaixada. O Brasil não tinha conhecimento desse plano. Só fez o que é praxe: conceder abrigo."

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 17h12

Em entrevista, o porta-voz disse que o presidente Lula deverá discutir o clima de tensão em Honduras com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, na visita que fará no fim de semana à Venezuela. Em encontro com sindicalistas em Nova York ontem, Chávez disse que sabia "de tudo" sobre a volta de Zelaya a Honduras.

- Seria possível que o presidente Lula não tivesse tido conhecimento? - perguntou um repórter ao porta-voz. "O que é possível ou não... não cabe fazermos suposições a respeito. O Brasil, realmente, não tinha conhecimento desse plano", respondeu Baumbach.

Ele disse que Lula não autorizou o uso da Embaixada do Brasil para "conchavos" políticos. "O Brasil acredita que a solução negociada está a caminho. Há sinais de que o governo golpista entre em negociação", disse o porta-voz.

Acrescentou que Zelaya pode permanecer na Embaixada, abrigado, o tempo que achar necessário e que não há limitações de prazo para isso no direito internacional.

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