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Brasil longe da meta de medalhas

Pelas projeções divulgadas nas últimas semanas, o Brasil ficará longe da meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro – o décimo lugar no quadro geral de medalhas

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2016 | 03h00

Pelas projeções divulgadas nas últimas semanas, o Brasil ficará longe da meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro – o décimo lugar no quadro geral de medalhas. Das seis analisadas pelo site TopEndSports, apenas uma, da Gracenote, coloca o Brasil em décimo, com oito ouros. A maioria usa critérios esportivos, mas variáveis econômicas têm se revelado mais eficazes para prever quantas medalhas um país ganhará. Na projeção otimista do banco Goldman Sachs, o Brasil terá 22 medalhas (5 de ouro) e ficará em 16.º. Uma previsão mais realista foi feita pela brasileira Camila Gonzales, da Escola de Negócios Tuck, da Faculdade Dartmouth, em New Hampshire. Ela usou um método testado com êxito desde a Olimpíada de Sydney, em 2000, que leva em conta população, renda per capita e desempenho em Jogos anteriores. Resultado: o Brasil ganhará 18 medalhas, 3 de ouro, e ficará abaixo da 15.ª posição. O Goldman Sachs previu um aumento de 50% nos ouros brasileiros – impulso comparável ao recebido por outros países-sede da Olimpíada. Para Camila, tal efeito será reduzido. “Atletas olímpicos não são feitos da noite para o dia; são resultado de investimentos nos indivíduos e na infraestrutura, que o país não priorizou nas últimas décadas”, diz ela.

Há quem acredite – e aposte

As casas de aposta londrinas parecem mais otimistas. O nível a partir do qual pagam pelos palpites está em sete, oito ou até nove medalhas de ouro para o Brasil. Abaixo disso, parece barbada.

O czar do doping russo

O ministro de Esporte da Rússia, Vitaly Mutko, não é apenas o principal nome envolvido no escândalo de doping que deixou fora da Olimpíada ao menos 118 atletas, numa delegação de 389. Em 2010, Mutko gastou 12 vezes seu limite de despesas na Olimpíada de Vancouver e chegou a pedir reembolso de US$ 4.500 por 97 cafés da manhã, numa estadia de 20 dias. Tanto ele quanto o Kremlin negam ter adotado, desde a Olimpíada de Sochi, em 2014, o doping como estratégia para não fazer feio.

O túmulo do soldado muçulmano

O soldado Humayun Saqib Muazzam Khan foi morto em 2004, aos 27 anos, por um homem-bomba no Iraque. Depois que Donald Trump desdenhou o discurso de seu pai, Khizr Khan, na Convenção Democrata, o túmulo de Humayun no Cemitério de Arlington se tornou destino de peregrinação. Em meio a milhares de lápides brancas idênticas, a dele se distingue pelo acúmulo de flores, pelas homenagens escritas e pelo crescente que identifica sua fé muçulmana.

Quantos seguem Donald Trump?

Trump agradeceu no Twitter a seus mais de 22,4 milhões de seguidores nas redes sociais. “É um número drasticamente exagerado”, diz o jornalista Nick Bilton na Vanity Fair. “Grande parte nem mesmo são pessoas. São robôs.” Políticos e celebridades pagam empresas para ampliar seus seguidores com robôs. Os seguidores de Trump ativos no Twitter podem nem passar de 21% do total, diz um levantamento citado por Bilton.

‘Trolagem’ política no Face

Cresce o assédio político pelas redes sociais nos Estados Unidos, segundo uma nova pesquisa com mais de mil internautas. A política motivou 30% dos episódios de “trolagem” relatados, o dobro do patamar verificado há dois anos. O Facebook é palco de 63% dos casos.

50 pontos a menos para Grifinória

Todos sabemos que Hermione Granger estudou magia em Hogwarts, onde se tornou a melhor amiga de Harry Potter. Emma Watson, atriz que viveu Hermione nas telas, frequentou a escola secundária Headington, em Oxford, até se formar em 2008. Seus colegas disseram ao tabloide The Tab que havia regras rígidas impedindo que pedissem autógrafo ou se aproximassem dela – senão eram punidos com pontos negativos ou até suspensos. A escola nega.

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