Brasil mandará dinheiro para embaixada líbia por mala

O Brasil terá de mandar recursos em uma mala para a embaixada na Líbia. Em meio à guerra civil no país africano, o embaixador George Ney de Souza Fernandes - único diplomata brasileiro ainda em Trípoli - corre o risco de ficar sem recursos para manutenção do posto, depois que os Estados Unidos bloquearam as transferências de dinheiro de bancos sediados no país para a Líbia.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

29 de março de 2011 | 20h05

O envio de dinheiro do Tesouro para as representações diplomáticas brasileiras é feito sempre através da agência do Banco do Brasil em Nova York, por conta de acordos facilitadores entre os dois países e também por questões cambiais. Com a determinação das sanções impostas à Líbia, as transferências foram interrompidas, mesmo para casos como o da embaixada.

De acordo com o Itamaraty, ainda não há falta de dinheiro na embaixada, mas o pagamento dos funcionários líbios que ainda trabalham lá e as despesas de manutenção da embaixada podem ficar comprometidas se não for feito o envio de recursos. Um portador deverá sair da Europa nos próximos dias para levar a ajuda financeira à embaixada. O mesmo já foi feito no Cairo, quando a escalada de protestos pela saída do ditador Hosni Mubarak prejudicou as operações bancárias no Egito.

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