Yasuyoshi Chiba/AFP
Yasuyoshi Chiba/AFP

Brasil mantém equipe humanitária em Moçambique após passagem de novo ciclone

Kenneth atingiu o país na última quinta, menos de um mês após ciclone Idai ter deixado mais de 600 mortos e quase dois milhões de pessoas em situação emergencial

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2019 | 04h56

O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira, 26, que manterá a equipe de busca e salvamento enviada para Moçambique, e que a transferirá da região central até a área afetada pelo ciclone Kenneth, no norte, o segundo que castiga o país africano em menos de dois meses.

"Em atenção a pedido de ajuda do governo de Moçambique, o Brasil está deslocando a equipe humanitária brasileira já presente no país para as regiões afetadas pelo ciclone Kenneth, a fim de atuar em missões de busca e salvamento", afirmou o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado.

Kenneth tocou terra na última quinta, 25, e já matou pelo menos uma pessoa e arrasou milhares de casas e edifícios públicos, apenas um mês e meio depois de o ciclone Idai ter deixado mais de 600 mortos e quase dois milhões de pessoas necessitadas de ajuda humanitária no centro do país.

Após esse primeiro desastre, o governo brasileiro enviou uma brigada composta por 40 bombeiros, que atuaram na tragédia de Brumadinho no último mês de janeiro, para ajudar a encontrar sobreviventes. Segundo o Itamaraty, essa equipe é "o único contingente internacional com treinamento específico em busca e salvamento que se encontra atualmente em Moçambique".

O governo brasileiro também se comprometeu a enviar ao país africano mapas das regiões afetadas por este segundo ciclone, obtidos através da rede de satélites International Charter Space and Major Disasters. / EFE

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