Brasil mantém pista da FAB na região da mobilização militar

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

17 de março de 2012 | 03h04

O deslocamento de tropas é um movimento sério e complexo - 15 mil soldados nas fronteiras podem ser vistos como elemento de confrontação. O que ameniza a gravidade do quadro é sua origem, um ato bolivariano do ruidoso presidente Hugo Chávez. Mas a força mobilizada é poderosa: está equipada com os blindados russos de oito rodas BTR-80A, armados com canhão 30 mm e capazes de transportar de 7 a 11 combatentes equipados. São apropriados ao terreno de savana da divisa com o Brasil e a Guiana e à paisagem tropical da linha limite da Colômbia. Pelo ar, helicópteros Mi-35V - os "tanques voadores" -, blindados e artilhados. Na área, a aviação militar brasileira mantém uma pista em Caramambataí, Roraima. É uma posição estratégica, a apenas 6 km do território venezuelano e 6,5 km da Guiana. É um ponto a partir do qual, com radares móveis e aeronaves de combate, a FAB pode preservar a inviolabilidade do espaço aéreo e vigiar a vizinhança. O Exército planeja instalar no local, até 2015, um Pelotão de Fronteira, com cerca de 70 homens.

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