Brasil não copiará exigência de visto pelos EUA

O governo não adotará nenhuma medida para impedir que cidadãos americanos possam desembarcar em um aeroporto do País e, mesmo sem o visto brasileiro, ali esperar pelo vôo até seu destino final, no exterior, embora os Estados Unidos tenham adotado essa restrição em relação ao trânsito de passageiros brasileiros em seu território. O Brasil não se valerá, desta vez, do princípio de reciprocidade, conforme informou o Itamaraty.Aceito internacionalmente, o princípio de reciprocidade prevê que um governo possa "copiar" as mesmas facilidades e restrições às quais seus cidadãos estiverem submetidos em outro País. Por exemplo, quando os Estados Unidos aumentaram a taxa para a obtenção de visto de turista para US$ 100, o governo brasileiro passou a cobrar o mesmo dos americanos. Desta vez, entretanto, não há nenhum mecanismo previsto nas normas e nos procedimentos de aeroportos brasileiros que permita o controle dos estrangeiros que desembarcam e permanecem no mesmo local até o embarque para outro país. No Brasil, o visto de trânsito somente é exigido quando o passageiro tem seu vôo seguinte previsto em outro aeroporto internacional, mesmo que da mesma cidade.O presidente da Infraero, Carlos Wilson, preferiu não fazer comentários sobre a iniciativa americana. Mas, questionado sobre os prejuízos que causaria à Varig, Wilson concordou que a medida atingirá principalmente as grandes companhias que pousam nos aeroportos dos Estados Unidos. A linha da Varig para Tóquio prevê escala naquele país.

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