Brasil não é favorável a sanções contra o Irã

O governo brasileiro continua convencido de que a comunidade internacional não deve aplicar sanções econômicas contra o Irã. Em declarações à Agência Estado, o chanceler Celso Amorim admitiu que até o início da noite desta sexta-feira em Genebra não havia sido informado sobre as repercussões do fim do prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU sobre a questão iraniana. Mas alertou que o País continuaria a se opor à idéia das sanções, defendida por governos como o dos Estados Unidos. "Certamente não seremos favoráveis às sanções", disse Amorim, ao desembarcar na Suíça para reuniões na Organização Mundial do Comércio (OMC). O chanceler ainda aposta no papel que pode ter a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para impedir que o caso chegue a uma situação de crise. "A AIEA tem os instrumentos apropriados para trabalhar com o governo do Irã e a comunidade precisa manter o diálogo com o país. Nesse momento, a questão é fortalecer esse diálogo", disse o chanceler. Para o ministro brasileiro, porém, Teerã precisará fazer sua parte para que a situação não termine em uma crise. "Obviamente que o Irã precisa colaborar", concluiu o chanceler.

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