André Dusek/Estadão
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Brasil não vai apoiar intervenção na Síria sem aval da ONU, diz novo chanceler

Figueiredo afirmou que uso de armas químicas é 'intolerável', mas ação não pode violar o direito internacional

Lisandra Paraguassu, de Brasília,

28 de agosto de 2013 | 19h52

BRASÍLIA - O governo brasileiro não vai apoiar qualquer tipo de intervenção armada na Síria se for ocorrer à revelia do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou o novo chanceler, Luiz Alberto Figueiredo, em sua primeira entrevista depois de tomar posse no Ministério das Relações Exteriores.

Figueiredo disse que o governo brasileiro considera qualquer caso como esse uma violação do direito internacional e da Carta da ONU. "A posição do governo brasileiro é, e sempre foi, considerar uma intervenção armada que não seja feita ao abrigo de uma resolução de um conselho de segurança da ONU como uma violação ao direito internacional e da carta da ONU".

Figueiredo ressaltou que estava falando sobre hipóteses, já que o Conselho de Segurança estava discutindo, naquele momento, a resolução apresentada pela Grã-Bretanha. O novo chanceler afirmou que o uso de armas químicas em Damasco é "intolerável", mas pediu que se espere a investigação da ONU para saber o que realmente aconteceu e considerou que o uso da força deve ser o último recurso a ser utilizado, e apenas nos casos previstos pela Carta da ONU - autodefesa e autorizados pelo Conselho.

 
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