Brasil oferece ajuda para libertar francês das Farc

Celso Amorim diz que governo brasileiro estaria disposto a ajudar em operação humanitária se Colômbia pedir ajuda para soltar jornalista

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2012 | 03h06

O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, disse ontem em Bogotá que o Brasil está disposto a participar de uma missão humanitária para libertar o jornalista francês Roméo Langlois, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), se o governo colombiano pedir.

"Seria preciso saber se está sequestrado ou não, e o Brasil, como em outras ocasiões, se o governo colombiano assim requisitar, estaria disposto a participar de uma operação humanitária", afirmou Amorim após uma reunião com o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón.

O general Javier Rey, comandante de aviação do Exército, confirmou, após as declarações de Amorim, que Langlois está mesmo em poder das Farc. O jornalista francês desapareceu no dia 28 de abril durante um combate entre militares e guerrilheiros no Departamento (Estado) de Caquetá.

Na segunda-feira, a rádio colombiana Caracol informou que recebeu um telefonema de uma suposta guerrilheira que confirmou que Langlois havia sido sequestrado. Ele seria um "prisioneiro de guerra" das Farc, porque estaria usando capacete e colete de uso militar durante o confronto. Segundo a guerrilheira, ele estaria ferido no ombro.

Ontem, o general Rey confirmou a autenticidade da mensagem. "Esses terroristas mandaram uma mensagem a uma emissora de rádio local. Nessa mensagem, que foi autenticada, eles admitem que têm Langlois em seu poder", afirmou o general.

Resgate. Apesar da confirmação, o governo colombiano descartou uma operação militar de resgate. "As autoridades estão fazendo tudo que é possível para encontrá-lo, mas não faremos uma operação de resgate. Não faremos nada que possa colocar em risco a vida de Langlois", disse o coronel Jamil Gutiérrez, comandante da brigada antinarcóticos em Florencia, sul de Bogotá.

Ontem, diversas organizações internacionais e líderes mundiais condenaram o sequestro do jornalista francês. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se disse "muito preocupado" com a saúde de Langlois, enquanto Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) exigiram sua "imediata libertação". / AFP e EFE

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