AFP PHOTO / Ronaldo SCHEMIDT
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Brasil pede libertação imediata de opositores venezuelanos

Em comunicado, Itamaraty diz que repudia a detenção de Leopoldo López e Antonio Ledezma, 'mais uma demonstração da falta de respeito às liberdades individuais' no país e 'solidariza-se com o sofrimento' das famílias dos políticos

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2017 | 12h14

O Brasil pediu nesta terça-feira, 1º, ao governo venezuelano de Nicolás Maduro que liberte imediatamente os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam sob prisão domiciliar, mas foram enviados à uma prisão comum novamente durante a madrugada.

O governo brasileiro afirmou, em um comunicado emitido pelo ministério das Relações Exteriores, que repudia a detenção dos dois principais opositores ao governo e considera que isso se trata de "mais uma demonstração da falta de respeito às liberdades individuais e ao devido processo legal, pilares essenciais de um regime democrático".

Em consequência, "o Brasil insta o governo venezuelano a libertar imediatamente López e Ledezma", segundo o texto. De acordo com o Itamaraty, o País "solidariza-se com o sofrimento dos familiares (sic) de Antonio Ledezma e Leopoldo López, em particular suas mulheres, Mitzi Capriles e Lilian Tintori".

O Brasil denunciou ainda que a medida foi executada "um dia depois de uma votação para eleger uma Assembleia Constituinte em franca violação da ordem constitucional venezuelana".

Os dois presos mais emblemáticos da oposição venezuelana, Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em prisão domiciliar, foram detidos na madrugada desta terça-feira após seus apelos contra a Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro, que será instalada na quarta-feira para administrar o país por tempo indefinido.

De acordo com o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país, fontes de inteligência do governo também souberam da informação de um plano de fuga dos opositores, o que motivou a 'ativação dos procedimentos de resguardo correspondentes'. / AFP

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