André Dusek|Estadão
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Brasil pede mais tempo para assinar nota contra uso de armas químicas pela Síria

Na nota, os países dizem que ações que combatam massacres com armas químicas 'devem ser respaldadas pela comunidade internacional', desde que respeitem o direito internacional e recomendações da ONU

Rolf Kuntz - Enviado Especial a Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2017 | 05h00

O chanceler brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, rejeitou assinar uma nota de ministros sul-americanos contra o uso de armas químicas pelo governo da Síria. A proposta de uma declaração foi feita no encontro de ministros dos oito países do Mercosul e da Aliança do Pacífico, no Ministério de Relações Exteriores da Argentina, ontem. O tema central do encontro foi a intensificação do comércio entre os dois blocos. 

A nota foi lida pela ministra das Relações Exteriores argentina, Susana Malcorra, durante entrevista coletiva. Ela mencionou a recusa de seu colega brasileiro. “Efetivamente, o Brasil não assinou o documento. O chanceler Aloysio Nunes pediu um pouco mais de tempo para fazer as consultas necessárias e aceitamos que eventualmente assinem o comunicado. Mas quisemos sair dessa reunião com o comunicado ratificado por aqueles que estavam dispostos a fazê-lo”, disse a chanceler. 

Na nota, os países dizem que ações que combatam massacres com armas químicas “devem ser respaldadas pela comunidade internacional”, desde que respeitem o direito internacional e recomendações da ONU. O ministro Aloysio Nunes apresentou depois seus motivos a alguns jornalistas brasileiros.  

Segundo ele, o Itamaraty já havia publicado uma declaração de censura ao uso de armas químicas e por isso seria desnecessária uma nova manifestação. O chanceler também lembrou a posição brasileira contrária ao uso unilateral de força, sem aval das Nações Unidas, referindo-se indiretamente ao lançamento de mísseis por forças americanas contra uma base síria. 

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