Brasil pedirá a empresas doação de alimentos ao Haiti

O governo brasileiro fará um apelo para que empresas doem ao Haiti água e sete tipos de alimentos que possam ser consumidos de forma imediata e embalados para embarque. Em uma reunião de três horas e meia de duração, o Comitê da Crise, criado para tratar da ajuda ao Haiti e coordenado pelo Gabinete Segurança Institucional (GSI), definiu que a ajuda humanitária será a tarefa primordial neste momento em que o envio de equipes de resgate já se faz menos necessário.

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

18 de janeiro de 2010 | 20h50

Segundo o embaixador Antonio Simões, subsecretário de Assuntos de América do Sul do Itamaraty, o Comitê da Crise discute a possibilidade de montar uma campanha nacional de doações de alimentos e de roupas. Mas, por enquanto, prefere trabalhar com as empresas brasileiras, que teriam condições de doar alimentos - leite longa vida, achocolatado, biscoito, barra de cereais, fruta desidratada, enlatados e embutidos - já embalados de forma adequada para o embarque e distribuição, no Haiti.

A central de coleta é a sede da Defesa Civil no Rio de Janeiro. Por enquanto, sete empresas estão contribuindo. Durante a reunião, o Comitê concluiu que houve uma melhoria geral na situação no Haiti. Por exemplo, no restabelecimento das comunicações com o país. Porém, o quadro caótico está bem longe de ser resolvido, e a ajuda humanitária tornou-se prioritária.

"O tipo de ajuda se amolda à necessidade no Haiti. No primeiro momento, as equipes de resgate e médicas e as doações em dinheiro eram primordiais. Agora, a prioridade é fazer chegar o quanto antes o alimento que não precise ser cozido", afirmou Simões. "Tudo o que está sendo feito responde a pedidos das agências da Organização das Nações Unidas (ONU), da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) e do governo haitiano", completou.

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