Brasil pode ajudar Colômbia a resolver conflito

O governo da Colômbia tem aumentado os contatos com o Brasil nas últimas semanas, dando sinais de que poderá buscar um envolvimento maior do País na solução do conflito armado. Mas segundo o chanceler brasileiro, Celso Amorim, a participação do País em uma possível função de facilitador no conflito dependerá se a guerrilha e o governo colombiano estão dispostos a conversar. "Nao está claro ainda o que o governo de Bogotá quer que o Brasil faça. Se querem declarações a favor da paz, estamos prontos a ajudar. Mas se a questão for participar como um facilitador nas conversas, dependerá das circuntâncias", afirma o chanceler, que está em Tóquio para participar de negociações comerciais. "Se houver essa disposição das partes para conversar, estamos prontos para ajudar", disse Amorim, sem detalhar qual poderia ser o papel do País nessa ajuda. O chanceler também se recusou a fazer comentários sobre o Plano Colômbia, estabelecido com a ajuda dos Estados Unidos e que teria militarizado as regiões de conflito na Colômbia. Amorim se limitou a dizer que, em sua avaliação, quanto menor a interferência externa em um conflito interno, maiores são as chances de que possa ser solucionado. "O governo brasileiro acredita que somente será encontrada uma solução para a guerra por meio de uma negociação. Disso estamos convencidos", completou Amorim.

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