Brasil pode convencer Irã a suspender programa nuclear, diz chanceler de Israel

Avigdor Lieberman disse que existem 'desentendimentos' entre os dois países.

Fabrícia Peixoto, BBC

22 de julho de 2009 | 16h03

O ministro dos negócios estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta quarta-feira em Brasília que o Brasil, "mais do que qualquer outro país", pode ajudar a convencer o Irã a suspender seu programa nuclear.

"O Irã é uma ameaça não apenas a Israel, mas a toda a comunidade internacional", disse o chanceler israelense logo depois de um encontro com o ministro Celso Amorim.

Ao lado de Lieberman durante uma coletiva, Amorim disse que o convite para a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil "está de pé" e deve ocorrer depois de sua posse, possivelmente no mês que vem.

"O Brasil tem uma política de diálogo", acrescentou Amorim.

Desentendimentos

Lieberman, que faz um giro pela América do Sul, disse que existem "desentendimentos e mal-entendidos" entre Brasil e Israel.

"Talvez a razão para isso seja a falta de um diálogo mais direto", disse o chanceler.

Segundo ele, Israel vem tentando ser mais atuante na América do Sul e especialmente no Brasil.

Um dos temas da conversa entre Amorim e Lieberman foi a possibilidade de o Brasil ter uma participação mais ativa no processo de paz no Oriente Médio.

"O Brasil tem tradicionalmente vínculos fortes com países árabes e com Israel e pode ser um bom negociador", disse Lieberman.

Os dois chanceleres, no entanto, não detalharam como e em que momento o Brasil poderá desempenhar esse papel. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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