Brasil pode ser deixado para trás na Alca, sinaliza USTR

Sem mencionar o Brasil pelo nome, o futuro representante de comércio (USTR) da administração Bush, Robert B. Zoellick, mandou uma importante mensagem ao governo brasileiro durante as três horas de sua sabatina de confirmação, nesta terça-feira, perante a Comissão de Finanças do Senado: se o País andar demasiadamente devagar na negociação para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), será deixado para trás. Ciente de que a estratégia de Washington para a Alca e outras prioridades de política comercial só terão credibilidade se a nova administração obtiver do Congresso o mandato "fast track" para negociar novos acordos, Zoellick prometeu trabalhar com os parlamentares para reconstruir o consenso sobre política comercial nos Estados Unidos, que ruiu durante o governo Clinton. Zoellick reafirmou a alta prioridade que Bush dá à Alca, mas foi propositalmente vago sobre os detalhes da estratégia que seguirá no projeto de liberalização hemisférica enquanto não tiver o "fast track". "A razão é que eu acredito que é importante ser flexível ao tentar alcançar esse objetivo", disse ele. "Alguns países do Mercosul são muito sensíveis a respeito do que eles criaram, e acho que devemos abordar isso com a devida sensibilidade", afirmou. "Por outro lado, também gostaria de estar em posição de não parar se outros, por quaisquer razões, quiserem adiar."

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