Brasil quer reconciliar vizinhos

O chanceler Celso Amorim disse ontem que o Brasil está disposto a ajudar a recompor as relações entre Caracas e Bogotá. "O Brasil sempre trabalhou e continuará trabalhando pela amizade e reconciliação entre esses dois países'', disse Amorim. O chanceler também pediu "transparência" sobre o acordo militar negociado entre Bogotá e Washington. "Se há uma preocupação (da Venezuela) em relação a esse acordo, é bom que a Colômbia diga de forma transparente de que se trata", afirmou. Na terça-feira ao ponderar sobre os danos que o rompimento com Bogotá poderia causar à economia de seu país, o venezuelano Hugo Chávez mencionou o Brasil como um parceiro comercial alternativo à Colômbia. Na prática, a substituição vem sendo feita há um bom tempo. Nos últimos dez anos, as exportações do Brasil para a Venezuela aumentaram mais de 800% e o País se tornou o terceiro principal fornecedor dos venezuelanos (depois da Colômbia e dos EUA). Segundo analistas, Chávez prefere aproximar-se do Brasil por ter uma "afinidade ideológica" maior com o governo Lula do que com o colombiano Álvaro Uribe, de direita.

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