Brasil quer reduzir 'hóspedes' em embaixada hondurenha

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou esta tarde que o governo brasileiro continuará a exortar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a reduzir o número de pessoas que o acompanham na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está abrigado desde o dia 21. Amorim confirmou que, das 300 pessoas que entraram com Zelaya na embaixada, 60 permanecem na sede diplomática.

CAROL PIRES, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 17h17

"Este número será diminuído ainda mais, até por funções humanas de convivência lá dentro da embaixada", disse Amorim acrescentou que a redução está sendo feita aos poucos. "E continuaremos a exortar o presidente Zelaya para que esse número seja diminuído." Segundo Amorim, que fala durante a audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, as pessoas que acompanham Zelaya são amigos, aliados políticos, parentes, correligionários e jornalistas.

Celso Amorim disse também que o Brasil está empenhado em resolver logo o problema diplomático em Honduras. Na avaliação do chanceler, a crise precisa ser superada antes das eleições previstas para 29 de novembro.

"Se não, vão acontecer eleições que serão questionadas se forem conduzidas pelo governo de facto", previu Amorim, referindo-se ao governo organizado pelos militares que depuseram Zelaya e empossaram Roberto Micheletti na presidência da República. "A comunidade internacional como um todo já informou a pelo menos dois candidatos que não reconheceria eleições conduzidas nessa situação."

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