Brasil reivindica parte do sucesso de negociação

O Brasil reivindica para si parte do sucesso na negociação para a libertação de presos políticos em Cuba. "Nós ajudamos", disse o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Na África do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim comemoraram o gesto de Havana. "Foi ótimo", afirmou Lula.

Jamil Chade e Leonêncio Nossa, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

Garcia não deu detalhes de qual foi o papel do Brasil na negociação. "Atuamos na surdina, sem alardes", disse. O assessor destacou o papel da Igreja na negociação. "Eles estavam na hora certa e no lugar certo para bater para o gol", disse. Ele afirmou que Lula abordou o tema dos presos com o presidente Raúl Castro, durante a visita que fez à ilha em fevereiro. Na época, Lula recusou-se a comentar a morte, após uma greve de fome, do dissidente Orlando Zapata Tamayo.

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