Brasil rejeita limitar compra de alimentos

BRASÍLIA

, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2011 | 00h00

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ontem em um comunicado que "o Brasil não adotará, no momento, medidas proibitivas para a importação de produtos alimentícios japoneses".

Segundo a nota, a última vez que o País importou alimentos do Japão ocorreu em fevereiro, antes da catástrofe natural que danificou a usina nuclear de Fukushima, no dia 11. "Além disso, essa importação foi apenas de misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito, categoria de alimentos sem indícios de contaminação com radionuclídeos no momento."

A diretora da agência, Cecília Brito, afirmou que o Japão se comprometeu a tirar do mercado alimentos com níveis de contaminação radioativa "superiores aos limites estabelecidos pela Comissão de Segurança Nuclear do Japão". "Mesmo assim, continuaremos a acompanhar as investigações realizadas pelas autoridades sanitárias internacionais e as importações brasileiras de produtos japoneses, a fim de subsidiar continuamente o posicionamento da agência sobre o caso", disse.

"Temos uma margem de segurança, pois, historicamente, compramos apenas alimentos embalados do Japão e, segundo a Organização Mundial da Saúde OMS), a radioatividade não contamina esse tipo de produto", afirmou.

De acordo com a Anvisa, a exemplo do que vem ocorrendo nos Estados Unidos e na União Europeia, o Brasil realizará "o monitoramento desses alimentos (importados do Japão) nos entrepostos aduaneiros por onde eles passam antes de entrar no País".

Números da tragédia

9.523

mortes foram confirmadas pelas autoridades japonesas até ontem

16.094

pessoas desapareceram por causa da catástrofe, segundo o governo japonês

256.714

habitantes que tiveram de deixar suas casas estão em abrigos improvisados

20 km

é o raio ao redor da central nuclear de Fukushima interditado pelas autoridades japonesas

30 km

a partir da usina, é a distância mínima para que moradores possam abrir suas janelas

177.500

pessoas que viviam próximo à usina prejudicada pelo desastre deixaram suas casas

209.354

residências da região norte do Japão ainda estavam sem luz até Ontem

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