Brasil se prepara para guerra bacteriológica

O governo brasileiro dispõe de antibióticos para atender 7.500 pessoas caso o País venha ser vítima de uma guerra bacteriológica. A rede de farmácias no território nacional tem pelo menos três marcas de remédios para combater a doença infecciosa. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, José Serra, durante revelação das medidas adotadas no País. Serra também defendeu punição rigorosa para pessoas que remetam correspondências com substâncias de se assemelham à bactéria com o intuito de causar pânico à população. O ministro informou ainda que os funcionários das empresas de limpeza dos aeroportos estão sendo treinados para o manuseio lixo em aviões. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está vistoriando cartas ou encomendas que são destinados para o Palácio do Planalto, Congresso Nacional, ministérios, embaixadas e organismos internacionais que possam ser alvos do terrorismo internacional. O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, que esteve reunido com Serra em seu gabinete, afirmou também que representantes dos Correios participam, hoje, em Genebra de congresso mundial da União Postal Internacional (UPI) para troca de informações sobre as providências que o setor postal mundial está tomando para combater o eventual envio de objetos contendo o antraz. Laboratórios O ministro Serra informou que o governo federal está cadastrando uma rede de hospitais e laboratórios como referência para tratamento de pacientes que venham a ser contaminado pela bactéria. Além disso, segundo ele, existe uma infra-estrutura capaz de enfrentar um eventual ataque bacteriológico. Há um ano, explicou, foi criado o Núcleo para Respostas Imediatas ante Situação de Emergência, formado por especialistas treinados nos Estados Unidos. "Esse grupo foi criado para atuar de forma preventiva", afirmou Serra. "A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) são outros pontos de apoio do governo nesta questão. Vamos ter bastante trabalho, não tenham dúvidas disso." Serra informou também que o Instituto Biológico do Exército encontra-se à disposição do governo para ajudar o Ministério da Saúde. Segundo o ministro, esta unidade militar tem equipamentos de ponta suficientes para detectar qualquer bactéria. "Não há motivo para alarde ou pânico", disse. "Mesmo assim, a população não deve ficar desatenta pois com saúde, quando algo de ruim acontece, não tem volta." Correios Serra e Pimenta reuniram-se para tratar das providências que os Correios estão tomando para impedir que correspondências contendo o antraz cheguem aos destinatários. Segundo Pimenta, os setores considerados mais vulneráveis, como por exemplo órgãos internacionais ou empresas estrangeiras com sede do Brasil, estão tendo as cartas ou objetos vistoriados com aparelhos de raio-X. "Estamos nos preparando para fiscalizar melhor as correspondências", disse Pimenta. "Embora não haja qualquer evidência de que isso ocorrerá no Brasil, estamos sendo precavidos." Leia o especial

Agencia Estado,

16 Outubro 2001 | 15h18

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.