Brasil segue irredutível sobre crise em Honduras

Depois de quatro dias de silêncio sobre a situação em Honduras, o chanceler Celso Amorim disse ontem que não há motivos para que o Brasil modere sua posição em relação à legitimidade das eleições hondurenhas de domingo e insistiu que o Itamaraty continuará a manter o presidente deposto, Manuel Zelaya, em sua embaixada até quando ele quiser ficar.

AE, Agencia Estado

03 de dezembro de 2009 | 09h33

"As eleições não têm legitimidade. Acho que não há nenhum motivo para que nos abramos (para aceitar o novo governo)", disse Amorim. "Vamos ver o que ocorre hoje (ontem) e qual será a posição de Zelaya. Mas a nossa posição não mudou."

Questionado pela imprensa sobre o futuro de Zelaya e até quando ele ficaria na embaixada brasileira, Amorim afirmou que não pedirá sua saída. "Para nós, não é um problema (que ele fique)", afirmou. "No entanto, acho que ele mesmo vai querer encontrar solução em algum momento. Mas não forçaremos nada."

No sábado, ao chegar em Genebra, Amorim deu sinais de que moderaria sua posição, dizendo que desejava "um futuro de paz para Honduras". No dia da eleição, domingo, ele optou por permanecer em silêncio e dizer que estava mais interessado no resultado do jogo Real Madrid e Barcelona do que nas eleições em Honduras.

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que havia falado com Amorim e dito que o Brasil não tinha razões para mudar de posição, nem para reconhecer o vencedor das eleições. Ontem, o chanceler adotou outro discurso. "Há uma diferença entre a situação de outros países, que têm uma relação muito próxima a Honduras, e o Brasil. Não vejo porque o Brasil deva reconhecer um processo que não foi legítimo", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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