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Brasil sugere 'transação privada' para programa iraniano

No terceiro dia de sua visita ao País, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, reuniu-se hoje por uma hora e meia no Copacabana Palace, no Rio, com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e ouviu do brasileiro uma sugestão para permitir que o Irã receba elementos combustíveis em troca de urânio por meio de uma "transação privada".

FELIPE WERNECK, Agencia Estado

23 de março de 2010 | 16h29

"A principal questão é como operar essa simultaneidade, como permitir que ao mesmo tempo fique claro que o Irã está colocando de lado desde já uma parte do seu estoque de urânio e ele possa receber de volta os elementos combustíveis. Bem, o Irã não tem confiança nos países e os outros países não têm confiança no Irã, então qual é a única maneira? Isso você faz até numa transação privada. Você tem um depositário fiel, que pode ser um terceiro país. Isso é uma sugestão que estamos fazendo", disse Amorim.

Para ele, se houver "boa vontade", não se trata de uma "coisa impossível". "Mas se não houver vontade política, se as pessoas preferirem agir como agiram no passado com resultados desastrosos, como foi o caso do Iraque, aí...", declarou Amorim, sem completar a frase. Perguntado se o Brasil poderia ser o terceiro país a participar dessa negociação com o Irã, o ministro disse que não será preciso, porque há países mais próximos.

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