Brasil terá sistema para monitorar cruzeiros

Projeto deve ordenar as escalas dos navios de acordo com a infraestrutura portuária

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2012 | 03h02

O Brasil vai ganhar um sistema para monitoramento dos navios de cruzeiros na costa brasileira. O projeto, batizado como Torre de Controle, tem como objetivo o ordenamento das escalas dos transatlânticos, de acordo com a infraestrutura portuária de cada destino a ser visitado.

Segundo o Ministério do Turismo, o sistema informatizado vai permitir maior integração e compartilhamento de informações entre os órgãos envolvidos no monitoramento e fiscalização da atividade.

O volume de navios de cruzeiro no litoral brasileiro tem crescido sensivelmente nos últimos anos. Na atual temporada de verão, que vai até maio, 17 transatlânticos de luxo devem vir ao País - número próximo ao do ano passado, quando 20 navios chegaram à costa brasileira.

Apesar da cifra menor de embarcações, o número de passageiros deve crescer 20%. Serão 894.833 - em 386 roteiros -, em contraste com os 792.752 do ano passado. Segundo a Royal Caribbean, uma das principais operadoras do Brasil, o setor cresceu entre 20% e 30% em dez anos.

A Torre de Controle foi um dos itens da pauta da reunião do "grupo de trabalho de turismo náutico", realizada sexta-feira, em Brasília. A disciplina do tráfego marítimo buscaria evitar colisões entre navios, principalmente, em áreas de manobras.

Passageiros relataram que, em dezembro de 2006, o navio Costa Fortuna quase se chocou com o MSC Armonia em Búzios, no Rio. O episódio foi relatado por donos de barcos e moradores do município fluminense, que divulgaram vídeos e fotos na internet. Segundo eles, os dois navios estavam ancorados em locais próximos e uma forte ventania lançou um em direção ao outro. Uma reação rápida dos tripulantes teria evitado a colisão. À época, as empresas divulgaram notas negando que tenha havido qualquer risco de acidente. / COLABOROU FÁBIO GRELLET, DO RIO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.