AP
AP

Governo argentino diz ter rebebido possíveis sinais de submarino

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o Brasil disponibilizou 2 aviões e 3 navios para ajudar nas operações que tentam encontrar o submarino ARA San Juan

Igor Gadelha, Brasília, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 17h53

O ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, informou ter recebido no sábado sete chamadas por satélite, com duração de quatro a 36 segundos, entre as 10h52 e as 15h42, pelo horário local. As chamadas foram feitas para diferentes bases da Marinha, mas sem conseguir estabelecer contato.

"Recebemos sete sinais de chamadas satelitais que teriam vindo do submarino San Juan. Estamos trabalhando arduamente para localizá-lo e trasmitimos a esperança às familias dos 44 tripulantes: que em breve possam tê-los em seus lares", disse Aguad no Twitter.

+ Papa Francisco faz oração por tripulantes de submarino desaparecido na Argentina

O submarino argentino se perdeu em algum ponto do mar Argentino, na altura do golfo de San Jorge, quando ia da Base Naval de Ushuaia, no sul do país, ao seu atracadouro habitual, na Base Naval de Mar del Plata. A embarcação navega com 44 tripulantes. 

Brasil oferece ajuda

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou neste sábado que a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha disponibilizaram dois aviões e três navios para ajudar nas buscas do submarino argentino ARA San Juan, que está desaparecido desde a última quarta-feira (15). 

Segundo o ministro brasileiro, um avião modelo C-105, dotado de "modernos equipamentos" SAR (sigla do inglês Search and Rescue – Busca e Salvamento), já está auxiliando nas buscas. A outra aeronave, modelo P-3, será enviada neste domingo (19), informou Jungmann em sua conta oficial no Twitter.

 

A busca pelo submarino se intensificou desde sexta-feira. Ao menos duas aeronaves e três embarcações vasculham uma área de 300 quilômetros por sinais do submarino. As Forças Armadas acreditam que ele esteja a 430 quilômetros do ponto mais próximo da costa a sudeste da península de Valdés, na província de Chubut. 

De acordo com o protocolo de busca, no caso de  estar com dificuldades ou problemas de comunicação, o submarino deve voltar à superfície para favorecer o contato visual e facilitar a busca. / Com informações da AFP e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.