Brasileira ferida em ataque no Paquistão recebe alta

Al-Qaeda reivindica atentado a embaixada dinamarquesa que matou seis e promete nova ofensiva contra charge

Efe e Associated Press,

05 de junho de 2008 | 11h47

A brasileira que foi ferida no atentado suicida contra a Embaixada da Dinamarca em Islamabad na segunda-feira recebeu alta, informou nesta quinta-feira, 5, uma fonte do centro médico onde foi atendida. A rede terrorista Al-Qaeda reivindicou a autoria do atentado em comunicado colocado na internet, e afirmou que o ataque foi uma vingança pela publicação de caricaturas de Maomé em vários jornais dinamarqueses. Maria Nobre "saiu na quarta do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, após passar três dias em observação", disse a fonte, que acrescentou que a mulher "tinha sofrido um corte superficial no rosto" e esteve "inconsciente durante um tempo". A brasileira, que mora no Paquistão há 13 anos, trabalha como contadora para a embaixada dinamarquesa e estava no escritório quando explodiu a bomba que matou oito pessoas e feriu mais de 20. Uma fonte da embaixada brasileira disse que Maria teve muita sorte porque, embora a parede de seu escritório tenha caído por causa da explosão, ela se encontrava a cerca de poucos metros. A vítima não quis falar com a imprensa sobre o ocorrido. Autoria islâmica Uma mensagem publicada em uma página rotineiramente usada por extremistas islâmicos reivindica em nome da rede extremista Al-Qaeda o atentado suicida de segunda-feira contra a Embaixada da Dinamarca em Islamabad, no qual seis pessoas morreram. Ao mesmo tempo, autoridades dinamarquesas compartilharam com investigadores paquistaneses um vídeo com imagens do atentado do início da semana contra a representação diplomática do país. A mensagem publicada no site é assinada por um comandante da Al-Qaeda no Afeganistão. O texto afirma que o ataque foi perpetrado para cumprir a promessa do milionário saudita no exílio Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, de vingar a publicação de caricaturas ofensivas do profeta Maomé por jornais dinamarqueses. A autenticidade da declaração não pôde ser confirmada junto a fontes independentes. A nota leva assinatura do comandante Mustafa Abu al-Yazeed e data de terça-feira. A mensagem acusa a Dinamarca de não ter se desculpado das caricaturas, afirma que o ataque de segunda-feira foi "apenas a primeira gota da chuva" e que mais ataques virão. Ainda de acordo com o texto, o ataque foi promovido por um mártir cujo último desejo em breve será tornado público. O comandante extremista agradece a militantes islâmicos paquistaneses pela ajuda para executar o ataque. Funcionários dinamarqueses já haviam afirmado antes que suspeitavam da participação da Al-Qaeda no atentado.

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