Brasileira morre após atentado suicida em Israel

A brasileira Helena Halévy, moradora de um assentamento judeu na Cisjordânia há 41 anos, morreu na noite desta quinta-feira após uma explosão causada por um palestino disfarçado de judeu ortodoxo a quem ela dava carona. A informação é da Globonews. Além da brasileira, havia pelo menos outras três pessoas no veículo, entre elas estava o marido de Helena, Rafi Halévy. Também morreram no ataque Shaked Lasker, um adolescente de 16 anos também de Kedumim, e Re´ut Feldman, de 20 anos, de Herzliya. Os dois foram enterrados nesta sexta-feira Helena, que tinha 59 anos, vivia no assentamento judeu de Kedumim. A brasileira, nascida no Rio de Janeiro, vivia em Israel desde os 18 anos. Ainda segundo a Globonews, o terrorista forçou a entrada no carro quando o casal ofereceu carona para os dois outros jovens judeus. Após perceber a intenção do palestino, Rafi recusou-se a dirigir em direção ao assentamento, onde o terrorista pretendia executar o ataque. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa assumiram a autoria do atentado e identificaram o terrorista como Mahmud Masharka, de 24 anos, de Hebron. A organização é um braço armado dissidente da Fatah, o partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas. A família da brasileira deve embarcar nesta sexta-feira para Israel para acompanhar o enterro da brasileira. Momento delicado O atentado ocorre num momento delicado das relações entre palestinos e israelenses. Na terça-feira, o grupo radical islâmico Hamas assumiu a chefia do governo palestino, sem ceder à pressão internacional para que reconheça a existência de Israel e renuncie à luta armada. Nesse mesmo dia, o partido do primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, o Kadima, venceu as eleições parlamentares de Israel. Na manhã de sexta-feira soldados israelenses realizaram buscas na casa do suicida, em Hebron. O terrorista seria Mahmoud Masharka, de 24 anos. O irmão dele foi preso pelos soldados israelenses. Também nesta sexta-feira as forças de segurança israelenses responderam ao atentado. Um militante dos Comitês Populares da Resistência palestina, que já fizera parte de grupos ligados à Fatah, foi morto após um ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza. Este texto foi atualizado às 14h30

Agencia Estado,

31 Março 2006 | 13h51

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