Brasileira na Flórida não encontra água no mercado para estocar

Há dois meses nos Estados Unidos, ela decidiu viajar para o Canadá a fim de fugir dos possíveis danos do furacão

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 20h41

Com medo do furacão Irma que se aproxima dos Estados Unidos, a engenheira civil Ariane Rodrigues Maciel, de 26 anos, resolveu sair de Pompano Beach, na Flórida, para ficar no Canadá. Ela morava a cerca de 10 quilômetros da costa sul do Estado, região de onde os moradores tiveram de sair por mandado obrigatório.

"É muito triste. Eu estava super aflita, é uma situação bem diferente de tudo o que já vivi, fiquei preocupada e não sabia o que fazer, mas quando decidi e deu certo, não esperei", conta a mineira que saiu de Montes Claros há dois meses para os EUA.

Há uma semana, quando soube do furacão, ela começou a se preparar para ficar em casa - até então, não sabia se era preciso ir para abrigos -, mas teve dificuldade para encontrar mantimentos. "Fui em cinco supermercados e não tinha água", conta. Além da comida enlatada no estoque, ela diz que os moradores colocam proteção de madeira nas janelas das casas para o caso de tempestades.

Depois do mandado obrigatório para sair da região, Ariane resolveu ir para a casa do namorado no Canadá, onde ficará por dez dias. Segundo ela, outros moradores viajaram para o norte da Flórida ou, pelo menos, o mais longe possível da costa.

Ariane recebeu autorização da escola de idiomas onde estuda para viajar. Mesmo perdendo aulas, ela diz que a instituição liberou por entender a situação. "Se você tem a opção de sair, é a melhor coisa que se pode fazer, eles deixam isso claro também", diz.

Na quinta-feira, 7, quando foi viajar para o Canadá, encontrou o aeroporto lotado. "As pessoas estavam com medo se o avião ia sair ou não e alguns voos foram cancelados", afirma. Algumas companhias brasileiras chegaram a cancelar voos entre Brasil e Miami ou Orlando até segunda-feira, 11, devido ao alerta do Irma.

No Brasil, os familiares de Ariane também estão preocupados e  com medo de perder o contato, mas ela consegue conversar e tranquilizar todos.

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