AFP PHOTO / JOHN THYS
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Brasileiros na Bélgica relatam horror em manhã de atentados

Fisioterapeuta diz que perdeu o trem por poucos minutos e acabou escapando do atentado. Estudante de 21 anos estava a caminho das aulas quando soube dos ataques

José Maria Tomazela, correspondente / Sorocaba, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 12h43

SOROCABA - A fisioterapeuta brasileira Neuseli Marino Lamari, moradora de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, perdeu o trem e escapou de um dos atentados que deixaram dezenas de mortos, em Bruxelas, capital da Bélgica, na manhã desta terça-feira, 22. Ela contou que seguia para uma reunião na Universidade de Bruxelas e, pelo atraso de menos de um minuto, não conseguiu embarcar no trem que explodiu em um ataque terrorista.

Após conseguir se comunicar com seus parentes, ela relatou cenas de pânico e incredulidade e se disse aliviada. “Foi por pouco, ainda estou muito chocada. Apesar do alívio por não ter entrado naquele trem, não deixa de ser assustadora toda essa confusão.” Logo após a explosão, estações de trem foram fechadas e Neuseli teve de esperar a liberação para retornar a Paris, capital da França, onde está hospedada.

A fisioterapeuta viajou para a Europa para representar o Brasil no Congresso Mundial de Hipermobilidade, que aconteceu em Paris e se encerrou no último dia 19. Ela seguiu para a capital belga para uma série de reuniões com um grupo de estudos sobre a síndrome de Ehlers-Danlos, na qual se especializou. Neuseli é dona de uma clínica de fisioterapia e ergonomia em Rio Preto.

O brasileiro Diego Salles, de 21 anos, morador de Sorocaba que vive em Bruxelas, estava próximo de um dos locais atingidos pelas explosões. Ele está há oito meses na capital belga e estava a caminho da École Superieure des Arts du Cirque, onde tem aulas, no momento dos ataques. Salles conta que a direção da escola suspendeu as aulas e pediu aos alunos que voltassem para casa, mas evitassem o metrô, já que três estações haviam sido atacadas.

Sua primeira reação foi avisar a família, em Sorocaba. Pelo celular e em rede social ele tranquilizou a mãe, tios e avós. “Estou bem, mais muito triste pelo que aconteceu”, postou. O jovem, que antes de ir para a Bélgica morou dois meses na Turquia e oito no Egito, imaginou que, no país europeu, estaria menos sujeito a conviver com o terrorismo.

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