Brasileira será monitora da ONU para combate ao racismo

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apontou, ontem, a brasileira Edna Maria Santos Roland e outras quatro personalidades internacionais para monitorarem o cumprimento de políticas de combate ao racismo e discriminação, estabelecidas pela ONU em 2001, durante a Conferência de Durban. Além da brasileira, o grupo ainda conta com Martti Oiva Kalevi Ahtisaari, ex-presidente da Finlândia; El Hassan bin Talal, príncipe da Jordânia; o ex-presidente da Organização da União Africana, Salim Ahmed Salim; e Hanna Suchocka, ex-primeiro ministro da Polônia. Edna Maria atuou como relatora durante a Conferência de Durban e também fez parte da delegação brasileira que negociou um tratado final. Atualmente, preside o conselho de diretores da entidade Fala Preta, que defende os direitos das mulheres negras no País. Psicóloga, nascida em 1951, Edna publicou vários livros sobre a discriminação contra mulheres e outros temas, como prevenção contra a aids. A Conferência de Durban, apesar de ter sido a primeira reunião da ONU que tratou exclusivamente do racismo, ficou marcada pela oposição dos Estados Unidos e de Israel, que não aceitaram as referências sobre a situação no Oriente Médio e simplesmente abandonaram o encontro. Outro tema polêmico foi o que tratou do tráfico de escravos. Africanos queriam um pedido de desculpas oficial por parte dos europeus pelo comércio que realizaram com seres humanos durante três séculos. Segundo a ONU, o grupo de especialistas se reunirá pela primeira vez no final deste ano, em Genebra, para debater como é que irão cumprir seu mandato de fiscalizar se os países estão cumprindo com a determinação das Nações Unidas de evitar qualquer tipo de discriminação contra cidadãos locais e estrangeiros.

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