Brasileiras ficarão internadas em Israel

O funcionário público municipal de São Paulo, Antonio Augusto da Costa Faria, marido de Deborah Brando Balazs da Costa Faria - ferida no atentado contra a pizzaria Sbarro, em Jerusalém -, declarou que ela deve ficar internada ho hospital Haddassah Ein Karem, em Israel, por dez dias. O pai de Deborah, o comerciante Jorge Balazs, de 70 anos, que morava no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, morreu no ataque. Flora Rosembaum, também brasileira e segunda mulher de Jorge Balazs, também se feriu e está no mesmo hospital que Deborah. Segundo Faria, a previsão de alta para Flora é de três semanas.Jorge Balazs deve ser enterrado depois de amanhã à noite, em Israel, segundo o ritual judaico. "Tenho falado muito com Deborah por telefone", disse Faria. "Tentamos passar a ela alguma força e demonstrar que eu e nossos filhos a apoiamos." O casal tem três filhos e mora em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.Faria afirmou que um irmão de Deborah, Michael, e um médico de confiança da família, embarcaram na quinta-feira à noite para Israel. "Estamos aguardando um contato com o médico, que deve nos dar informações mais precisas sobre o estado de saúde de Deborah e Flora, para avaliar sobre a necessidade de viajarmos para Jerusalém", acrescentou.Jorge Balazs, Flora e Deborah viajaram para assistir ao casamento de um irmão, que vive em Israel. Além deles, viajou também uma irmã de Deborah, Rinat. O grupo tinha chegado ao país na noite anterior ao atentado e passava em frente da pizzaria - a caminho do Muro da Lamentações - quando ocorreu a explosão. Jorge morreu na hora. Deborah e Flora sofreram queimaduras graves e vários ferimentos, causados por estilhaços. Rinat escapou ilesa.Deborah, de 44 anos, nunca tinha viajado para Israel. Jorge Balazs, no entanto, tinha vivido num kibutz por 20 anos, onde conheceu Flora. Em São Paulo, Jorge e Flora vendiam doces e salgados judaicos para lojas especializadas."O que nos tem traqüilizado até certo ponto é o fato de Deborah e Flora estarem recebendo a melhor assistência possível no hospital em Jerusalém", afirmou Faria. "No dia do atentado, eu percebia que tudo o que Deborah queria era voltar para casa, mas hoje ela já parecia mais calama e consciente de que só pode deixar o hospital depois da alta." Funcionários do Itamaraty informaram que a Embaixada do Brasil em Tel-Aviv deslocou a diplomata Luciana Dias para Jerusalém, encarregando-a de prestar assistência consular a Deborah e Flora.

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