Brasileiro continua no QG de Arafat

O gaúcho Mário Lill, de 36 anos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), continua dentro do quartel-general do líder da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, em Ramallah, na Cisjordânia. O escritório está cercado por tanques de guerra de Israel. Hoje de manhã, o ativista que entregou a Arafat uma bandeira do MST, concedeu entrevista ao programa De Olho No Mundo, uma co-produção da BBC de Londres e da Rádio Eldorado AM/SP.Mário Lill disse que hoje a situação é de aparente calma, mas que os racionamentos de água e de alimentos continuam. Segundo ele as condições de higiene são péssimas e falta água nos banheiros. "Faltam até cobertores e passamos frio no início da noite", contou. "Nós ouvimos durante toda a noite os ataques dos tanques e explosões. Há uma ofensiva israelense no sentido de arrasar as forças palestinas", disse.O ativista do MST ressaltou que não está preso no quartel e que se encontra no local "voluntariamente" junto com outros 35 estrangeiros, mas não se mostrou certo sobre sua liberadade quando perguntado se poderia sair livremente. "Aparentemente sim, por enquanto sim, mas certamente se saírmos na rua o exército israelense vai nos prender", admitiu. Lill encontrou-se duas vezes com Arafat e garantiu que o líder da AP está bem de saúde e se mantém informado. "Ontem de noite ele respondeu a todos os países onde houve manifestações e deu destaque ao Brasil", contou. Mário Lill disse que Arafat continua "com a mesma força e energia" que apresentou no domingo, quando se encontrou pela primeira vez com o líder máximo palestino.

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