Brasileiro defende fundo para medicamentos antiaids

O coordenador do programa nacional de DST/AIDS, Paulo Teixeira, defendeu a criação de um fundo internacional que permita o acesso de países pobres aos medicamentos da aids. Teixeira concedeu nesta quarta-feira uma entrevista na sede das Nações Unidas. Ele esteve reunido nas últimas semanas com fundações norte-americanas que poderiam fazer contribuições financeiras para esse fundo. A idéia é que outras fundações de países ricos também contribuam para o fundo. Teixeira também quer a criação de uma força-tarefa que englobe governos mundiais, ONGs, fundações e também agências da ONU para desenvolver programas de combate à aids. Segundo o coordenador, não seria preciso criar novos organismos para desenvolver tais programas. A Unicef, por exemplo, ficaria responsável por programas que cuidem de crianças aidéticas. Para o coordenador do programa nacional de DST/AIDS, o documento que está sendo preparado para ser usado como base de discussões no congresso mundial de aids, a ser realizado na ONU em junho próximo, não é tão enfático na defesa do acesso aos medicamentos por países pobres. Ele gostaria de ver um compromisso por escrito de que esse acesso seria garantido. Sobre o relatório do governo norte-americano que acusou o Brasil de usar os medicamentos da aids como forma de defender seu protecionismo, Teixeira disse que a posição dos Estados Unidos foi arrogante, prepotente e extremamente inútil. "O Brasil não vai recuar no seu programa contra a aids", disse.

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