Brasileiro desaparecido em Bali servia como voluntário no Timor

O gaúcho Marco Antônio Farias, desaparecido após o atentado que matou centenas de pessoas na ilha de Bali, na Indonésia, é solteiro, tem 24 anos e mora em São Leopoldo (RS). Sargento do 19º Batalhão de Infantaria Motorizada de São Leopoldo (RS), Farias apresentou-se como voluntário para a missão de paz no Timor Leste e foi aprovado em todos os quesitos, entre os quais conduta, desempenho e estabilidade emocional. Na cidade da região metropolitana de Porto Alegre, os colegas do militar mantêm a esperança de que ele esteja vivo, entre os feridos ainda não identificados.O coronel Ivan Carlos Rosas, comandante do batalhão, confirmou ter sido informado de que Farias estava no local das explosões. O soldado Martin Luther Aigner, de 22 anos, ferido no atentado, mas já liberado para retonar ao Timor, conversou com Farias momentos antes da explosão. Os outros 17 soldados brasileiros que estavam aproveitando a folga na missão para conhecer Bali constataram que Farias deixou seus documentos no hotel. Isso pode ter retardado sua identificação nos hospitais, raciocina Rosas, acreditando na melhor das hipóteses para o destino do sargento.Os soldados brasileiros fizeram uma tentativa inicial de localizar Farias antes de irem ao aeroporto aguardar o avião que os levaria a Dili durante a noite. As buscas serão retomadas por emissários da embaixada brasileira na Indonésia nesta segunda-feira. Abalada, a família do sargento, que recebeu a notícia por Rosas, não quis atender a imprensa durante o domingo. Farias servia no posto de fronteira de Batugade, onde os soldados brasileiros controlam o retorno de refugiados para Timor Leste, desde 16 de junho. A volta da equipe está prevista para 8 de dezembro.

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