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Brasileiro é condenado na Espanha por fazer parte de grupo terrorista

Segundo agências internacionais, homens da célula denominada 'Fraternidade Islâmica' planejavam realizar ataques em pontos turísticos de Barcelona; eles podem ficar até 12 anos na prisão

Lu Aiko Otta e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 12h36
Atualizado 11 Abril 2018 | 16h57

Um brasileiro e outras nove pessoas foram condenadas a até 12 anos de prisão na Espanha nesta quarta-feira, 11, por fazerem parte de grupo terrorista. Três foram condenados a 12 anos e outros 7 a 8 anos de carceragem. 

O Ministério das Relações Exteriores informou que vem acompanhando o caso do brasileiro Kaique Luan Ribeiro Guimarães desde sua prisão, em 2014, por intermédio do Consulado-Geral em Madri. O brasileiro foi condenado na terça-feira, 11,  a oito anos de prisão por terrorismo.

De acordo com a agência 'Ansa', o grupo planejava realizar atentados terroristas em pontos turísticos de Barcelona, sequestro e execução de uma pessoa. Ainda segundo a agência de notícias, os réus são homens entre 22 e 48 anos. Quatro deles são espanhóis e quatro são marroquinos. A nacionalidade da 10ª pessoa envolvida não foi divulgada.

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Conforme o El País, o Tribunal Nacional informou que o grupo pretendia vestir a vítima com macacão laranja e executá-la enquanto a gravava. 

A célula denominada 'Fraternidade Islâmica', desmantelada pela polícia da Catalunha em 2015, possuía relação com o grupo extremista Estado Islâmico\Ansa

POSICIONAMENTO

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que vem acompanhando o caso do brasileiro Kaique Luan Ribeiro Guimarães desde sua prisão, em 2014, por intermédio do Consulado-Geral em Madri. Ele foi detido na Espanha, acusado de pertencer a uma célula terrorista ligada ao Estado Islâmico.

 "Agentes consulares brasileiros realizaram visitas aos estabelecimentos prisionais em que o brasileiro se encontrou detido, prestando-lhe assistência, verificando seu estado de saúde e mantendo contato com sua família", informa.

A nota acrescenta que Kaique Guimarães contou com a assistência de um advogado particular desde o início do processo.

O brasileiro foi condenado na terça-feira  a oito anos de prisão por terrorismo.

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