FETHI BELAID/AFP
FETHI BELAID/AFP

Brasileiro está entre mortos em atentado na Tunísia, diz agência

Embaixada brasileira em Túnis recebeu aviso de que brasileiro está entre os mortos e tenta identificar a vítima, segundo o Itamaraty

O Estado de S. Paulo

18 Março 2015 | 15h44

(Atualizada às 16h33) TÚNIS - Um brasileiro e dois colombianos estão entre os mortos do atentado lançado nesta quarta-feira, 18, ao Museu Bardo de Túnis, capital da Tunínia, disseram fontes diplomáticas latino-americanas à agência Efe.  No total, ao menos 20 turistas e dois atiradores morreram no ataque.

Segundo o Itamaraty, a embaixada brasileira em Túnis recebeu um aviso das autoridades locais de que um brasileiro estaria entre as vítimas. Dois diplomatas foram enviados ao hospital que recebeu os mortos do ataque para fazer a identificação. Caso ela seja confirmada, o Ministério das Relações Exteriroes deve se pronunciar ainda hoje. .

Em Bogotá, fontes do governo confirmaram a morte dos dois colombianos. A chancelaria colombiana disse estar buscando mais informações sobre o caso.

A vítimas sul-americanas do atentado  participavam de um cruzeiro pelo Mediterrâneo com outros 37 turistas, disse à Efe o guia turístico Wasel Busid, que sobreviveu ao ataque. Entre eles, havia também mexicanos, espanhóis e argentinos.

De acordo com o guia, homens armados abriram fogo contra o ônibus do grupo na entrada do museu. Parte dos turistas conseguiu fugir e se entrincheirar no jardim que liga o Museu ao Parlamento. 

O ataque. O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid,  afirmou mais cedo que outros três atiradores fugiram do local, após o ataque que durou cerca de três horas, até a polícia conseguir entrar e libertar os outros reféns. Esse é o pior ataque contra estrangeiros no país desde 2002. Segundo o governo tunisiano, estrangeiros da Polônia, Espanha, Alemanha e Itália estão entre as vítimas.

De acordo com a estação de rádio Mosaique, homens vestidos com fardas militares teriam dominado os visitantes. A imprensa local afirma que mais de 200 turistas estavam no museu no momento do ataque, que demorou cerca de três horas.   /  LUIZ RAATZ, COM EFE

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