REUTERS/Navesh Chitrakar
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Brasileiro ferido em tremor no Nepal entra em contato com família

Nilton Duarte Lima conseguiu se comunicar com os pais por uma rede social, depois de 24 horas sem dar notícias

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2015 | 17h42


SOROCABA - O gerente comercial Nilton Duarte Lima, de 38 anos, está entre os feridos do terremoto, mas fora de perigo, segundo os familiares que moram em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Ele conseguiu se comunicar com os pais por uma rede social, depois de 24 horas sem dar notícias. Lima sofreu uma queda e foi atingido por escombros durante o terremoto, mas os ferimentos não foram graves.

Ele teve atendimento médico, recebeu curativos e foi liberado. "Por favor, não consigo fazer ligações do Nepal para o Brasil, liguem para meus pais. Estou em Budhanilkantha, em Katmandu. Tive muitos ferimentos, mas estou bem", postou. Ele contou que perdeu alguns amigos no terremoto. "No local onde moro muitos morreram", escreveu. 

A mãe do gerente, Lolita Duarte Lima, de 74 anos, também recebeu notícias do filho por meio de amigos que telefonaram na casa da família. Nesta segunda-feira (27), ele continuava em Katmandu e não havia manifestado intenção de voltar para o Brasil. Lima é budista e tinha viajado há um ano para a Índia como missionário. Há seis meses, ele foi para o Nepal a fim de aprofundar os conhecimentos religiosos. 

 Já o professor de yoga Daniel Faria Ribeiro, de 31 anos, que  também estava no Nepal, conseguiu contato com a família, em Sorocaba, interior de São Paulo, nesta segunda-feira (27). 

De acordo com o pai, Júlio César Ribeiro, seu filho conversou com uma amiga da família que estava na região do Himalaia e pediu a ela que tranquilizasse os familiares. 

“Ele disse que já estava em viagem para o Himalaia quando ocorreu a tragédia, por isso nada sofreu. O problema é que a comunicação está muito precária. Pelo menos sabemos que ele está vivo”, disse Ribeiro.

Daniel trabalhava havia duas semanas como voluntário em um orfanato de Katmandu, capital do país. Desde janeiro, ele vinha participando de ações humanitárias em outros países da Ásia, como Índia e Vietnã. A expectativa da família, agora, é pelo retorno do filho. De acordo com o pai, Daniel mandou avisar que na primeira oportunidade entrará em contato via celular. “Agora é só controlar a ansiedade e aguardar o contato”, disse.

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