Brasileiro na OEA acusa governo de facto de 'tortura'

O embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), Ruy Casaes, acusou ontem o governo de facto de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, de "tortura" em ações contra a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde, há um mês, está refugiado o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya.

AE, Agencia Estado

22 de outubro de 2009 | 09h08

"Há excesso de intensidade de luz que se une à tortura do ruído. Durante toda a noite, há ruídos para impedir que se possa dormir em condições razoáveis", disse o diplomata brasileiro em reunião do conselho permanente da OEA, em Washington. Ontem, o Conselho Permanente da organização exigiu o fim das táticas impostas à embaixada brasileira. Dezenas de pessoas, entre aliados e parentes de Zelaya, jornalistas e funcionários da embaixada estão na missão.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, afirmou que, apesar do impasse, nenhum dos lados está disposto a abandonar as negociações. Já os Estados Unidos ameaçam aumentar a pressão sobre o governo de facto, caso o diálogo não seja levado a sério. "As negociações não devem servir para ganhar tempo", disse o representante norte-americano na OEA, Lewis Amselem.

Apesar da posição dura dos EUA, analistas já dizem que a Casa Branca pode aceitar o resultado da eleição de novembro. Além disso, a pressão dos republicanos, liderados pelo senador Joe DeMint, se intensificou. O congressista americano afirmou que não existe, "em toda a América Latina, um governo tão pró-EUA" como o de Micheletti.

Ontem, uma bomba explodiu no banheiro do principal centro comercial de Tegucigalpa. A polícia informou que conseguiu desarmar outros dois artefatos e está investigando o fato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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