Brasileiro nomeado pela ONU deve viajar para Damasco

Nove meses depois de ser nomeado pela ONU para liderar as investigações sobre os abusos cometidos por Damasco, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro deve finalmente viajar hoje para a Síria. O Estado obteve informações de que Pinheiro recebeu o sinal verde do governo de Bashar Assad, às vésperas da apresentação de seu relatório sobre o que de fato ocorreu no massacre de Hula, que deixou 108 mortos há um mês.

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h04

A indicação de Damasco foi feita na quarta-feira. Apenas depois de uma série de negociações que envolveu a diplomacia brasileira e a ONU é que as condições de sua viagem foram estabelecidas. Segundo diplomatas do Itamaraty em Brasília, o novo visto foi emitido pela missão síria em Genebra e Pinheiro tinha voo marcado para aterrizar em Damasco no final do dia de hoje. Uma confirmação de sua viagem, porém, ocorreria apenas na manhã de hoje. No início de seu trabalho, Pinheiro chegou a receber o mesmo convite dos sírios. Damasco, porém, insistia que o visto seria dado apenas ao líder da investigação. Pinheiro recusou a oferta, alegando que ou entraria com todos os membros de sua equipe - três - e seria recebido na condição de presidente da Comissão ou não iria. Há suspeitas de que a aceitação seja mais uma manobra de Assad para adiar condenações. / J.C.

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