Brasileiro que defendeu a Bélgica no basquete fica ferido em ataques em Bruxelas

Os ataques terroristas que mataram dezenas de pessoas na cidade de Bruxelas, na Bélgica, nesta terça-feira, deixaram um jogador brasileiro de basquete ferido. O pivô Sebastien Bellin, nascido no País mas naturalizado belga, estava no aeroporto Zaventem no momento das explosões. Ele acabou atingido por estilhaços.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

22 de março de 2016 | 12h49

De acordo com o BC Oostende, um dos ex-clubes de Bellin, ele foi lançado a 20 metros de distância pela explosão. Diversos fragmentos ficaram presos em suas pernas e quadril, mesmo após a realização da primeira cirurgia, ocorrida imediatamente após o incidente.

A esposa do jogador de 37 anos confirmou que ele está internado em um hospital na região de Anderlecht e aguarda por uma segunda cirurgia. Bellin já teria dito se considerar um "sortudo", porque "está consciente de que foi arremessado a 20 metros", segundo explicou a esposa ao clube.

Nascido na cidade de São Paulo, Bellin fez carreira na Bélgica e inclusive vestiu a camisa da seleção do país por cerca de dez anos. Ele também atuou em diversos clubes locais e atualmente defende as cores do Gent Hawks.

Três explosões ocorridas nesta terça-feira no terminal de embarque do aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, e na estação de metro de Maelbeek, que fica próxima dos escritórios da União Europeia, foram classificadas como ataques terroristas pelas autoridades belgas.

Pelo menos 31 pessoas foram mortas e mais de cem ficaram feridas nas duas ações, vistas como represálias por causa da recente prisão de Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris em novembro de 2015.

Outro esportista que estava no aeroporto no momento das explosões é o atacante congolês Dieumerci Mbokani. O inglês Norwich, o seu clube, explicou em um comunicado oficial que o jogador saiu "ileso, mas abalado pelos acontecimentos trágicos". Mbokani estava visitando familiares em Bruxelas.

Os ataques deixaram em alerta toda a cidade. Um dos principais clubes de futebol do país, o Anderlecht, por exemplo, cancelou suas atividades programadas para o dia. Ex-lateral de Flamengo, Santos e Grêmio, Galhardo atua pela equipe e relatou o clima de terror na cidade após o ocorrido, em entrevista ao SporTV.

"Eu fui treinar normalmente pela manhã, vi muita polícia e ambulância nas ruas. Não sabia o que estava acontecendo. Quando cheguei ao CT, o pessoal avisou. Todo mundo está muito preocupado", explicou. "Tínhamos mais um treino no período da tarde, seria em dois períodos, mas foi cancelado pelo que aconteceu. Não temos ônibus e metrô. Os policiais e autoridades pediram para que todos ficassem em suas casas. Estamos em alerta máximo aqui. Agora estou bem aqui, em casa com a minha família e tranquilo, mas a gente vê muita preocupação. Na televisão só passa isso. A situação está bem complicada", explicou.

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