Brasileiro retorna após prisão por proselitismo no Egito

O guia turístico maranhense Dagnaldo Pinheiro Gomes, 36 anos, deportado do Egito por, supostamente, divulgar ideais cristãos no país de maioria muçulmana, chegou na manhã desta sexta-feira ao Brasil. Ele ficou nove dias preso no que definiu como um "esconderijo clandestino", ao lado de prisioneiros que teriam sofrido torturas.

BRUNO LUPION, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 08h23

Gomes morava no Egito há sete anos e foi preso no dia 18, em Cairo, quando visitava as pirâmides. Policiais encontraram bíblias e folhetos cristãos escritos em árabe no seu carro e o detiveram pelo crime de proselitismo religioso, proibido pelas leis egípcias.

"Fui colocado em um lugar clandestino, com outros prisioneiros que eram torturados. Tive muito medo, cheguei a ficar incomunicável por alguns dias", afirmou. Oficiais do corpo diplomático brasileiro visitaram Gomes na prisão e atuaram para que ele fosse libertado. "É muito bom voltar para meu país. Aqui tem liberdade de expressão", afirmou, após desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

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