Brasileiro se envolveu com terrorismo, diz Londres

Relatório da Scotland Yard e do MI5 diz que David Miranda levava conscientemente documentos que poderiam pôr a vida de pessoas em risco

O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2013 | 13h54

LONDRES - Autoridades da Grã-Bretanha disseram que o brasileiro David Miranda, parceiro do jornalista britânico Glenn Greenwald, se envolveu com "terrorismo" quando foi detido no aeroporto de Londres, em agosto, de acordo com agência Reuters.

Na ocasião, Miranda foi mantido incomunicável por nove horas por agentes britânicos e seus bens foram confiscados, com base na lei de combate ao terrorismo do país europeu. Miranda vinha de um voo de Berlin, com escala em Londres, para o Brasil, e tentava transportar documentos de Edward Snowden, que revelou o esquema de espionagem dos EUA.

"Nós avaliamos que Miranda transportava conscientemente material cuja divulgação colocaria em risco a vida das pessoas", afirmou um documento elaborado pela Scotland Yard em conjunto com a agência britânica de contraespionagem MI5. "Além disso, a divulgação, ou a ameaça de divulgação, pretende influenciar um governo e é feita com a finalidade de promover uma causa política ou ideológica. Isso, portanto, corresponde à definição de terrorismo."

Segundo a Reuters, o documento foi distribuído a postos fronteiriços da Grã-Bretanha antes da chegada de Miranda no país. O material foi apresentado recentemente em uma audiência de um tribunal de Londres, que está analisando o pedido de Miranda de reaver os bens confiscados pelas autoridades em agosto. A data precisa do documento não é clara. / REUTERS

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