Brasileiro se salva no incêndio que matou 36 em Moscou

Um incêndio destruiu um dormitório universitário em Moscou na madrugada de hoje, causou a morte de 36 pessoas e deixou quase 200 feridas, informaram autoridades locais. Mas um brasileiro, Fernando Ivan Santos Ostrowski, de 18 anos, escapou por milagre."Um equatoriano se jogou do quinto andar e morreu", contou Adam Rosales, um estudante peruano de 22 anos. "O brasileiro fez o mesmo e apenas quebrou o braço."A maioria dos estudantes era proveniente de países da África, da Ásia e da América Latina. Muitos dos feridos encontraram as saídas de emergência bloqueadas e pularam das janelas do prédio de cinco andares em uma luta desesperada pela sobrevivência. Investigações preliminares apontam para um problema elétrico como possível causa do incêndio, disse o vice-ministro de Interior Rashid Nurgaliyev ao ser interpelado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. O incêndio rapidamente destruiu quase todo o abrigo estudantil da Universidade Patrice Lumumba de Amizade Entre os Povos, disse Viktor Beltson, porta-voz do Ministério das Situações Emergenciais da Rússia. O edifício funcionava como abrigo passageiro para estudantes estrangeiros recém-chegados à Rússia que seriam submetidos a exames médicos antes do início dos estudos. "Parecia um terrível pesadelo", disse Abdallah Bong, um estudante do Chade que testemunhou o incêndio, enquanto observava o prédio incendiado. De acordo com estudantes, os mortos e feridos incluem ainda cidadãos de Afeganistão, Angola, Bangladesh, Casaquistão, China, Costa do Marfim, Etiópia, Líbano, Malásia, Marrocos, Peru, República Dominicana, Tadjiquistão, Taiti e Vietnã. Pavel Klimovsky, porta-voz da polícia de Moscou, disse inicialmente que 28 corpos foram retirados de dentro do edifício que abriga 272 estudantes. Outros três cadáveres foram encontrados na parte externa do prédio e uma pessoa morreu na ambulância, a caminho do hospital. Mais tarde, uma porta-voz da Secretaria de Saúde de Moscou atualizou os números ao informar que 36 pessoas morreram e 197 ficaram feridas no incêndio. Cinqüenta e sete dos 197 feridos apresentam condições críticas de saúde, prosseguiu Lubov Zhomova, a porta-voz da Secretaria de Saúde. As chamas consumiram o prédio durante mais de três horas. Depois de debelado o incêndio, as paredes do edifício estavam negras e as árvores em torno do local estavam repletas de gelo, formado a partir da água usada para apagar o fogo.

Agencia Estado,

24 de novembro de 2003 | 17h29

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