Brasileiros circulam pela arrasada Ramallah

As duas delegações brasileiras em Israel - de deputados federais e do Fórum Social Mundial (FSM) - conseguiram circular no centro de Ramallah, na Cisjordânia, e constataram que a cidade está arrasada. Em relato à rádio Gaúcha, o deputado federal Hélio Costa (PMDB-MG) disse que o grupo de 10 pessoas não encontrou um só palestino pelas ruas. "Ninguém se atrave sequer a puxar uma cortina para ver o que está acontecendo porque há ordem superior de total e absoluto confinamento dos moradores."Hospedados em um hotel a 20 quadras do local do atentado desta sexta-feira, os brasileiros ouviram a explosão que colocou Jerusalém em pânico ao matar seis pessoas e ferir outras 40 logo que retornaram de Ramallah. Em reuniões com movimentos favoráveis à paz, as delegações ouviram críticas à política do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.Paulo Suess e José Arbex Júnior, do FSM, souberam de denúncias de torturas a presos palestinos por parte do exército israelense. O grupo israelense B´tselem de defesa dos direitos humanos teria recebido documentos comprobatórios vazados por soldados contrários à prática. Um levantamento do B´tselem também indica que há 400 soldados que se recusam a prestar serviço militar nos territórios ocupados.O militante Dan Bitan, do movimento israelense Paz Agora, reconheceu, diante dos brasileiros, que a base para a negociação de um acordo amplo de paz inclui o respeito às fronteiras estabelecidas em 1967, o status de capital binacional para Jerusalém e o direito ao retorno dos refugiados palestinos.Os brasileiros devem viajar neste sábado de Jerusalém para Amã capital da Jordânia, onde pernoitam. No domingo iniciam a viagem de volta e chegam a São Paulo na manhã de segunda-feira.

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